José Gagliardi Jr, Dirigente do Serviço Público
  • Dirigente do Serviço Público

José Gagliardi Jr

São Paulo (SP)

Sobre mim

Legalista, monarquista, "rábula" por paixão, brasileiro por falta de opção.
Servidor Público municipal (Sorocaba, desde 1984).
Sócio efetivo do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba, sócio-correspondente do Colégio Brasileiro de Genealogia, Pesquisador, heraldista, Sócio Fundador da Associação dos Arquivistas de São Paulo.

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José Gagliardi Jr, Dirigente do Serviço Público
José Gagliardi Jr
Comentário · há 9 anos
Que há abusos, não há que discutir. Sabemos que muitas fraudes existem.
Inadmissível, porém, que o atual governo tente forçar a aprovação de uma medida tão impactante na vida de mais de 200 milhões de pessoas, sem ao menos admitir a possibilidade de discutir o assunto abertamente, sem sonegar informações.
Onde a divulgação de todos os valores, arrecadados, renunciados (já que há isenções sem fim) e efetivamente gastos?
Há muita controvérsia sobre o assunto; por um lado, o governo afirma haver déficit. Por outro, alguns especialistas defendem o contrário.
Cabe ao governo, se realmente deseja parecer sério, divulgar todos os números.
Mas não podemos parar por aí... reforma previdenciária, se houver, deve abarcar a todos, inclusive a classe política, essa sim, com privilégios. Não são os servidores públicos, que contribuem com regimes alheios ao Regime Geral da Previdência, os causadores desse mal.
Todavia, são os servidores públicos e os trabalhadores do setor privado quem pagam as contas.
Quem sabe, se o governo estiver aberto ao debate, sem receio de "mexer em vespeiro", seja possível à população e a diversos setores da sociedade civil, a apresentação de propostas para incrementar a Seguridade Social.
Atrevo-me a oferecer a primeira:
1 - Fim das isenções.
2 - Fim das D.R.U.s, ou proibição de utilização de recursos da Seguridade para outros fins.
3 - Fim do Imposto Sindical obrigatório (neste caso, sugiro a adoção de mecanismo criado pelo Decreto nº 9.912-A, de 26 de março de 1888, assinado pela Princesa Isabel para aposentadoria dos funcionários dos correios, transformando o Imposto Sindical em contribuição à Previdência:
"Art. 222. Na Directoria Geral e Correio do Rio de Janeiro, assim como em cada administração de 1ª classe, onde fôr possivel, formar-se-ha, como estatutos approvados pelo Ministro da Agricultura, uma associação de soccorro mutuo a que pertencerá todo o pessoal da repartição. O fundo da associação será formado com a deducção de um dia de ordenado, ou diaria em cada mez, dos empregados, praticantes e carteiros; das multas impostas por faltas disciplinares e das de que trata o art. 100; do producto da venda de objectos cahidos em refugo, e de quaesquer donativos ou legados."
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José Gagliardi Jr, Dirigente do Serviço Público
José Gagliardi Jr
Comentário · há 10 anos
Excelente artigo, embora eu discorde do fato propagado pelo governo, de haver um rombo na Previdência Social, que estaria caminhando para o colapso.
Há sim, um furo no dique, causado pelo próprio governo, que não cumpre com o que ordena a CF e utiliza os recursos da Seguridade Social para cobrir dívidas de outros segmentos.
A fim de forçar a reforma pretendida, o governo ameaça com o SUS (outro braço da Seguridade); sem reforma, não haverá recursos para manter o SUS... vergonha.
Se a Seguridade Social (Previdência, SUS e outros programas) fossem administrados com seriedade, não seríamos obrigados a engolir esse disparate.
O pai de todas as mazelas, o "sociólogo liberal" (para não chamar de comunista caviar, apreciador de cannabis) Fernando Henrique Cardoso, aquele que lançou e apadrinhou Lula na vida política (farinha do mesmo saco), criou em 1994 (ministro da Fazenda de Itamar) a D.R.U. ... Tirou o dedo do dique.
Só em 2015, R$65 bilhões foram desviados. Um patrimônio do povo brasileiro saqueado para pagar a incompetência e as mordomias.
Reforma da Previdência? Só seria admissível após amplo debate e profunda e rigorosa auditoria.
Claro, se o governo precisa cumprir com os compromissos financeiros da dívida pública, que corte despesas absurdas. Redução das cadeiras do Congresso e suas regalias, acabem com o plano de saúde do Congresso que é um disparate, ponha um fim nas aposentadorias e salários abusivos pagos aos políticos e ex-presidentes, promova p desaparelhamento do Estado...
Não podemos mais arcar com um sistema arcaico, ineficiente, cleptocrata, com dinheiro retirado da boca do povo.
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